
Para minhas amigas (os) brasileiras (os) que vislumbram a possibilidade de um dia se casarem "nos estrangeiro", vou contar minha experiencia no que diz respeito ao tema "trâmites de documentos". Claro que a burocracia varia de país para país, mas, em todo caso rola um bom rebuliço, para o qual todos devem estar preparados, sobretudo, se o casorio vai ser em um país cujo idioma nao é o nativo.
Por conseguinte, para o caso de que haja mais alguém que faria a loucura de amor que eu fiz, conto a minha trajetória.
Ei-la:
Para eu me casar no Perú, precisei dos seguintes documentos:
1. Certidao de nascimento com data atualizada (com vigência mínima de três meses);
2. Certidao de estado civil, ou seja, uma prova documental de solteiriçe.
3. Passaporte.
Entao, primeiramente busquei o cartório no qual foi registrado o meu lindo nascimento para pedir a segunda via da certidao.
No caso aqui relatado, o cartório está localizado em Coremas - Paraíba. A paga por este documento foi 46 reais, 40 reais pela certidao e 6 reais pelo reconhecimento de firma, porque, detalhe, nenhum documento deve está despossuído de reconhecimento de firma.
Pulando aqui as agonias para conseguir este documento e transportá-lo atè Joao Pessoa, dou seguimento à narrativa. Com esta etapa cumprida, eu me dirigi a um cartorio de Joao Pessoa, cidade onde eu vivia, para solicitar a certidao de solteira. Para requerer este documento, sao necessàrias duas testemunhas, o tramite custa 80 reais e atè a data na qual eu solicitei a minha, somente o Cartorio Azevedo Bastos fazia este documento em Joao Pessoa (a menos que eu tenha me "informado mal").
O passaporte eu já tinha, mas isso todo mundo sabe que se solicita na Polìcia Federal. Eu gastei pelo meu 135 reais (2007).
Com todos estes documentos em maos, o próximo passo foi levar os documentos para o consulado do país no qual eu iria contrair matrimônio, isto é, o Consulado do Perú, ressaltando aqui que o mais proximo de Joao Pessoa era o de Salvador-Bahia.
Daì, num surto de raciocínio provindo da infalível misericórida de Deus em minha turbulenta vida, eu constatei que poderia fazer este trâmite no Consulado Geral do Perú em Sao Paulo, já que minha passagem para Lima eu havia comprado partindo de Sao Paulo, devido às promoçoes de passagens aèreas.
Logo, comprei a passagem Joao Pessoa - Sao Paulo uma semana antes da passagem Sao Paulo - Lima, isso porque eu nao sou gente no mundo nem nunca serei. Com esta idéia, eu ainda aproveitei para passar uma semana ao lado de meu irmao e minha cunhada na metrópole dos maiores contrastes.
Encontrar o Consulado do Perú em Sao Paulo sozinha e Deus nao foi tarefa das mais simples. Eu me ariei umas cinco vezes até chegar ao oculto destino, pois, ninguém nas ruas paulistanas tinha idéia de onde se localizava dito consulado. Eu tive que ir sozinha porque meu irmao e minha cunhada trabalham o dia todinho. Eu peguei um ônibus, desci na Avenida Brasil e fui procurar o endereço. Depois de 40 minutos de corrida, finalmente cheguei ao local, para descobrir, através de um informante, que o consulado havia mudado de endereço. Dessa maneira, eu perambulei mais uma hora para achar o novo local, andando rápido e só parando para fazer perguntaria a transeuntes muito bem selecionados por minhas vistas assombradas com medo de assalto.
Bem, chegando ao perseguido consulado, eu paguei 90 reais para visar cada documento. Como eram dois, eu me desprendi, nao sem lágrimas nos olhos, de 180 reais.
Após estes poucos apertos, seguimos as tramitaçoes no Perú, aqui o verbo está na primeira pessoa do plural porque eu já contava com a companhia do meu noivo, David.
Chegando em Lima, como nem só de amor vive o casal que nao quer somente juntar os panos de bunda e inventa de casar "nos papé", fomos imediatamtente ao Ministério de Relaçoes Exteriores para legalizar os meus documentos. Para repetir pela ultima vez a ladainha, estes documentos eram a Certidao de Nascimento e o documento de solteira.
Por cada legalizaçao de documento, pagamos 35 soles, total-geral 70 soles.
Por fim, os meus documentos jà estavam prontos para serem TRADUZIDOS PARA O IDIOMA OFICIAL DO PERÚ, QUAL SEJA, O ESPAÑOL.
Claro que estes documentos nao podiam ser traduzidos por qualquer pessoa, tinha que ser por um tradutor oficial, juramentado, isso vale para a traduçao de qualquer documento que vai ser tramitado em país estranjeiro, seja para casamento, seja para estudar, enfim...
Pegamos a lista dos tradutores oficiais peruanos no Ministerio de Relaçoes Exteriores e entramos em contato com eles via e-mail. Detalhe, nao existe aqui no Perú uma tarifa única para a traduçao de documentos, de maneira que cada tradutor bodejava, de acordo com sua consciência, um preço particular e houve uns que tiveram o displante de cobrar mais de 100 soles por cada documento.
Depois de muito moído, encontramos uma senhora que cobrou 85 soles pelos dois documentos (ufa!).
Subsequentemente, fizemos o exame médico pré - nupcial, que é obrigatório aqui no Perú. Pagamos 45 soles, cada um, pelo exame, totalizando 90 soles.
Com estes documentos prontos e completos (os meus traduzidos), nos encaminhamos a "municipalidad" de Miraflores, onde íamos nos casar.
Na municipalidad, pagamos 43 soles pelo "expediente matrimonial", processo no qual a municipalidad verifica todos os nossos documentos e dá entrada ao pedido de casamento. No mesmo dia, pagamos 35 soles pela obrigatória publicaçao do "edicto matrimonial" em algum jornal de circulaçao aqui no Perú.
Com todos os trâmites concluìdos, finalmente pudemos marcar a data do casamento e pagamos a taxa de matrimonio, a qual custou 300 soles.
Nosso casamento ocorreu no dia 10 de Junho de 2009, apòs toda esta batalha burocrática e porque também nao dizer econômica?
Bem, por ultimo, uma breve recomendaçao as moçoilas e cavalheiros:
Serà que vale a pena realizar todos estes trâmites trabalhosos e onerosos? Só vale a pena se è para estar ao lado do amor de sua vida. Apeguem-se às palavras de Fernando Pessoa, quando disse:
"Tudo vale a pena quando a alma não é pequena".
Por conseguinte, para o caso de que haja mais alguém que faria a loucura de amor que eu fiz, conto a minha trajetória.
Ei-la:
Para eu me casar no Perú, precisei dos seguintes documentos:
1. Certidao de nascimento com data atualizada (com vigência mínima de três meses);
2. Certidao de estado civil, ou seja, uma prova documental de solteiriçe.
3. Passaporte.
Entao, primeiramente busquei o cartório no qual foi registrado o meu lindo nascimento para pedir a segunda via da certidao.
No caso aqui relatado, o cartório está localizado em Coremas - Paraíba. A paga por este documento foi 46 reais, 40 reais pela certidao e 6 reais pelo reconhecimento de firma, porque, detalhe, nenhum documento deve está despossuído de reconhecimento de firma.
Pulando aqui as agonias para conseguir este documento e transportá-lo atè Joao Pessoa, dou seguimento à narrativa. Com esta etapa cumprida, eu me dirigi a um cartorio de Joao Pessoa, cidade onde eu vivia, para solicitar a certidao de solteira. Para requerer este documento, sao necessàrias duas testemunhas, o tramite custa 80 reais e atè a data na qual eu solicitei a minha, somente o Cartorio Azevedo Bastos fazia este documento em Joao Pessoa (a menos que eu tenha me "informado mal").
O passaporte eu já tinha, mas isso todo mundo sabe que se solicita na Polìcia Federal. Eu gastei pelo meu 135 reais (2007).
Com todos estes documentos em maos, o próximo passo foi levar os documentos para o consulado do país no qual eu iria contrair matrimônio, isto é, o Consulado do Perú, ressaltando aqui que o mais proximo de Joao Pessoa era o de Salvador-Bahia.
Daì, num surto de raciocínio provindo da infalível misericórida de Deus em minha turbulenta vida, eu constatei que poderia fazer este trâmite no Consulado Geral do Perú em Sao Paulo, já que minha passagem para Lima eu havia comprado partindo de Sao Paulo, devido às promoçoes de passagens aèreas.
Logo, comprei a passagem Joao Pessoa - Sao Paulo uma semana antes da passagem Sao Paulo - Lima, isso porque eu nao sou gente no mundo nem nunca serei. Com esta idéia, eu ainda aproveitei para passar uma semana ao lado de meu irmao e minha cunhada na metrópole dos maiores contrastes.
Encontrar o Consulado do Perú em Sao Paulo sozinha e Deus nao foi tarefa das mais simples. Eu me ariei umas cinco vezes até chegar ao oculto destino, pois, ninguém nas ruas paulistanas tinha idéia de onde se localizava dito consulado. Eu tive que ir sozinha porque meu irmao e minha cunhada trabalham o dia todinho. Eu peguei um ônibus, desci na Avenida Brasil e fui procurar o endereço. Depois de 40 minutos de corrida, finalmente cheguei ao local, para descobrir, através de um informante, que o consulado havia mudado de endereço. Dessa maneira, eu perambulei mais uma hora para achar o novo local, andando rápido e só parando para fazer perguntaria a transeuntes muito bem selecionados por minhas vistas assombradas com medo de assalto.
Bem, chegando ao perseguido consulado, eu paguei 90 reais para visar cada documento. Como eram dois, eu me desprendi, nao sem lágrimas nos olhos, de 180 reais.
Após estes poucos apertos, seguimos as tramitaçoes no Perú, aqui o verbo está na primeira pessoa do plural porque eu já contava com a companhia do meu noivo, David.
Chegando em Lima, como nem só de amor vive o casal que nao quer somente juntar os panos de bunda e inventa de casar "nos papé", fomos imediatamtente ao Ministério de Relaçoes Exteriores para legalizar os meus documentos. Para repetir pela ultima vez a ladainha, estes documentos eram a Certidao de Nascimento e o documento de solteira.
Por cada legalizaçao de documento, pagamos 35 soles, total-geral 70 soles.
Por fim, os meus documentos jà estavam prontos para serem TRADUZIDOS PARA O IDIOMA OFICIAL DO PERÚ, QUAL SEJA, O ESPAÑOL.
Claro que estes documentos nao podiam ser traduzidos por qualquer pessoa, tinha que ser por um tradutor oficial, juramentado, isso vale para a traduçao de qualquer documento que vai ser tramitado em país estranjeiro, seja para casamento, seja para estudar, enfim...
Pegamos a lista dos tradutores oficiais peruanos no Ministerio de Relaçoes Exteriores e entramos em contato com eles via e-mail. Detalhe, nao existe aqui no Perú uma tarifa única para a traduçao de documentos, de maneira que cada tradutor bodejava, de acordo com sua consciência, um preço particular e houve uns que tiveram o displante de cobrar mais de 100 soles por cada documento.
Depois de muito moído, encontramos uma senhora que cobrou 85 soles pelos dois documentos (ufa!).
Subsequentemente, fizemos o exame médico pré - nupcial, que é obrigatório aqui no Perú. Pagamos 45 soles, cada um, pelo exame, totalizando 90 soles.
Com estes documentos prontos e completos (os meus traduzidos), nos encaminhamos a "municipalidad" de Miraflores, onde íamos nos casar.
Na municipalidad, pagamos 43 soles pelo "expediente matrimonial", processo no qual a municipalidad verifica todos os nossos documentos e dá entrada ao pedido de casamento. No mesmo dia, pagamos 35 soles pela obrigatória publicaçao do "edicto matrimonial" em algum jornal de circulaçao aqui no Perú.
Com todos os trâmites concluìdos, finalmente pudemos marcar a data do casamento e pagamos a taxa de matrimonio, a qual custou 300 soles.
Nosso casamento ocorreu no dia 10 de Junho de 2009, apòs toda esta batalha burocrática e porque também nao dizer econômica?
Bem, por ultimo, uma breve recomendaçao as moçoilas e cavalheiros:
Serà que vale a pena realizar todos estes trâmites trabalhosos e onerosos? Só vale a pena se è para estar ao lado do amor de sua vida. Apeguem-se às palavras de Fernando Pessoa, quando disse:
"Tudo vale a pena quando a alma não é pequena".
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluireu deveria dizer atestado de quase carito, quase 1 mulher balzquiama e etc...
ResponderExcluirRitelvsky, Parabens pelo blog e sucesso sempre...
e ja que eu li a celebre frase do maior poeta do Modernismo :)
ResponderExcluirvale citar os versos posteriores:
"Quem quer passar alem do Bojador tem que passar alem da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu, MAS NELE É QUE ESPELHOU O CEU"
Nem só de amor vive o casal, mas principalmente dele...
ResponderExcluirVcs provaram isso...batalhando, inclusive economicamente, pra estar juntos
nosssaaaa, eu estou pensando em casar no peru,mas com tudo isso nao sei se vamos conseguir.Ainda mais que nem eu nem meu noivo é de la ):
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